Pelo Mundo 

Da vizinhança para a mesa

Alface, cenoura, beterraba, pimentão. Tudo fresquinho, tudo orgânico, tudo de todos. Imagine poder desfrutar todos os dias de ingredientes saudáveis e livres de agrotóxicos sem precisar locomover-se até a feira ou ao mercado? E, ainda melhor, sem gastar com isso? Os moradores de uma avenida chamada Crozet, em Genebra, na Suíça, agora têm essa regalia.

A ideia é antiga: surgiu de um conceito criado pelo médico alemão Moritz Schreber no século XIX, segundo o qual sua comunidade passaria a utilizar os espaços externos de suas casas para plantação, cuidado e cultivo de seus próprios legumes e vegetais. A prática logo ganhou popularidade e passou a ser adotada também por países como a Áustria.

 

Atualmente, quase 300 anos depois, a Suíça inovou e adicionou à ideia o conceito comunitário. Em Crozet, a regra é a seguinte: cada família cultiva um tipo de alimento em seu quintal e pode colher outros sabores das hortas vizinhas. O resultado é uma forte integração da comunidade, além do estímulo ao consumo de alimentos frescos e saudáveis. Fotos geradas pelo Google Earth ilustram bem a organização e distribuição dos espaços de plantio.

 

Hoje, em alguns países europeus, a prática do cultivo do próprio alimento é protegida por lei. Em 2003, por exemplo, o governo russo assinou a Lei da Horta Privada, segundo a qual todo cidadão tem o direito a parcelas de terra para plantio sem custo algum.

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