Trinta e poucos... 

Em busca de mim…

No embalo do “deixa a vida me levar” nunca me preocupei muito com planos para o futuro. Quando adolescente, enquanto minhas amigas sonhavam com o marido, a casa, a família, eu estava preocupada com o que faria no fim de semana. E assim foi, mesmo sem perceber, aberta ao que universo tinha a me oferecer, antes mesmo dos 30 já tinha o conjunto: a casa, o marido e a pessoinha que mudaria tudo: minha filha.

De repente a menina despreocupada, com uma pequena nos braços, começou a se preocupar e a planejar. Quando cheguei aos 30, decidi que o “deixa acontecer” já não servia mais e já era hora de EU fazer acontecer e acrescer ao conjunto um elemento essencial: eu mesma. Revi conceitos, relacionamentos viciantes, limpei armários e saí em busca de quem eu era. Listas de prioridades e objetivos começaram a fazer parte do meu dia-a-dia e hoje, cinco anos após, sinto com orgulho, que estou no caminho da minha constante evolução pessoal e espiritual.

Acredito que de alguma forma, todo o cosmos nos prepara para aquilo que irá nos desafiar a cada minuto, que fará nossas prioridades virarem do avesso e nos fará buscar sempre o melhor, sempre sermos melhores. Ser mãe é ter constantemente aqueles olhinhos fixados em nossas ações. Assumimos a responsabilidade de sermos exemplos de caráter e coragem, sem esconder nossas fraquezas. Afinal, todo mundo às vezes pisa na bola e que entre acertos e erros, doamos o melhor que temos.

Minha pequena, já uma menininha, é guerreira, criativa e possui um senso de respeito e consciência que eu admiro. Me derreto quando começa a dissertar por seus vários assuntos, ainda infantis, com clareza e determinação; me encho de orgulho quando compra brigas na escola apenas por não aceitar mentir ou desviar sua conduta. Sinto que a minha busca pessoal reflete diretamente na construção dessa pessoinha que me ensina a todo o momento e que  tenho a honra de guiar.

 

No meio da correria da rotina: trabalho, casa, esposa e mãe; consigo parar um pouco e não me perder de mim. Continuo aberta ao que o universo tem para me oferecer, mas agora, já respondo se aceito ou não.

 

Kathya Balan

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“Mãe, como você consegue conversar com todo mundo?” – A pergunta da minha pequena me define. Para quem me conhece, eu sou um livro aberto. Passeio pela vida com um sorriso no rosto e levo uma bagagem leve. Escolhi ser jornalista porque gosto de gente, gosto de ouvir e contar histórias e acredito no ser humano. 😉

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