Pelo Mundo 

O papel da arte

Assim como o rádio e os discos de vinil, que receberam suas sentenças capitais, o jornal impresso tem sua morte tida como uma simples questão de tempo. Ou dos novos tempos. Certo é que nenhum deles está de fato findado mas a sociedade contemporânea imerge cada vez mais profundamente na cultura digital.

 

O Pelo Mundo de hoje tem quilos e quilos de palavra impressa. E não só de jornais mas de revistas, livros e até listas telefônicas (lembra delas?). Toda essa profusão de papel e letras serve de matéria-prima, inspiração e conceito para a arte do norte-americano Nick Georgiou.

 

O artista formou-se em Cinema e Televisão pela Tisch School of the Arts e começou a trabalhar como diretor de arte em filmes de baixíssimo orçamento. Num ambiente de estímulo à inventividade, Nick gostava de compor o set com livros, revistas e jornais para forjar uma cenografia mais viva e humana.

 

O material garimpado para os filmes foi se acumulando e se transformando em pequenas esculturas com pernas e braços que estouraram na internet. A partir daí, o artista aprimorou sua técnica e passou a criar obras inacreditáveis.

 

O sucesso que começou através da internet pode ser considerado um paradoxo quando confrontado com o conceito que Nick Georgiou confere aos seus trabalhos. Um amante do texto impresso, ele procura mantê-lo respirando em outros significados, em outras existências narrativas. “Minha arte é inspirada pela morte da palavra impressa“, afirma o criador que acredita que suas matérias-primas serão relíquias no futuro.

 

O efeito que as obras alcançam fazem-nas parecer pinturas a uma certa distância. O contraste de cores, texturas e cada minúcia das esculturas são resultado da combinação de diversos tipos de papel impresso.

 

Apesar de defender que a função da arte é ir de encontro às pessoas e de ter exposto a maioria de seu acervo nas ruas, Nick já teve obras exibidas em galerias de Nova Iorque e Londres.

 

Dá uma olhada nas imagens!

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