Pelo Mundo 

Tribos ancestrais do espaço sideral

Paul Lewin nasceu e passou a infância em Kingston, na Jamaica, em uma casa cheia de esculturas de madeira, coleções de arte e um trenzinho de brinquedo que percorria toda a varanda, atravessava montanhas e fazia a imaginação do menino viajar para bem longe, tanto no espaço quanto no tempo.

 

Hoje, Lewin vive em Oregon, nos Estados Unidos, e tem se dedicado de maneira cada vez mais integral à sua maior paixão expressiva: a pintura. Suas telas são invadidas por um turbilhão de influências que passam por ficção científica, folclore afro-caribenho e vanguarda surrealista.

 

Embora o artista tenha vivido apenas até os 5 anos de idade no país natal, a Jamaica e suas raízes africanas produziram impressões marcantes em sua paleta de cores. Interessado na transmissão oral de lendas e mitos, comum até hoje na região do Caribe e que remete às antigas tradições dos contadores de histórias da África, Lewin faz de sua arte um elo entre o passado ancestral e criações futurísticas.

 

Fã da escritora afro-americana Octavia Butler, que se consagrou por livros de ficção científica de abordagem feminista e permeados por questões relativas ao racismo, o pintor jamaicano pincela sensivelmente suas protagonistas negras inspiradas em mulheres da própria família. Outros estímulos criativos estão nos universos de HR Giger,  Salvador Dalí e Hayao Miyazaki.

 

Na série mais recente, intitulada “Roots of the Cotton Tree” (ou raízes da árvore de algodão), as pinturas aludem aos antepassados e à diáspora negra fazendo referência às enormes árvores de algodão cultivadas nos dois lados do Atlântico e sob as quais, segundo lendas caribenhas, fantasmas do passado habitam as raízes.

 

Nessas grandes jornadas fantásticas, Paul Lewin parece dissolver tempo e espaço para expressar tudo aquilo que o definiu enquanto artista. “Eu gosto de misturar motivos caribenhos e africanos tradicionais com visões surreais da natureza e da ascendência que nos rodeia diariamente.”

 

Com tanta mistura, suas telas resultam num estilo único de confluência de culturas.

 

Dá uma olhada nesse trabalho incrível:

[Not a valid template]

Comente