Pelo Mundo 

Você tem fome de quê?

Reparando bem é tudo comestível. Vastos campos de macarrão, vegetações subaquáticas de couve-flor, mares de salmão ao pôr do sol e imponentes montanhas feitas com o mais saboroso pão caseiro. O trabalho do fotógrafo britânico Carl Warner encanta os olhos e o estômago do público. Cada detalhe de suas composições é alimento que se transforma em arte.

 

A ilusão é muito bem construída e um dos desafios ao admirar a série “Foodscapes” é tentar descobrir qual produto da feira livre foi utilizado nas cenas. Inspirado por Salvador Dalí e Patrick Woodrofe, o artista que passa horas analisando frutas e legumes até se tornar um cliente muito excêntrico nos supermercados, procura criar paisagens de signos clássicos para que o espectador tenha uma primeira impressão de que tudo é real para depois se render à fantasia.

 

Quando criança, na cidade de Liverpool, Carl Warner já dava sinais de talento na ilustração e foi estudar na Maidstone College of Art. Acabou descobrindo que sua criatividade encontrava melhor fluxo na fotografia e licenciou-se na área em Londres.

 

Após um longo período trabalhando na indústria publicitária, chegando inclusive a montar seu próprio estúdio e obter sucesso no meio, veio aquela sensação de buscar algo diferente, inovador. A inspiração, que andava passando longe da cabeça, surgiu na forma de alguns cogumelos Portobello. Num passeio pelo mercado, eles pareceram maravilhosos a Carl, como árvores de um planeta desconhecido. O fotógrafo tratou de levar os fungos ao estúdio e a fazer algumas experiências estéticas. Assim nascia a primeira de muitas ‘foodscapes”, chamada “The Mushroom Savanna”.

 

As fotos são produzidas em cima de uma mesa triangular e passam por várias etapas. Partindo de um desenho prévio, Carl e sua equipe de designers, estilistas de alimentos e maqueteiros escolhem qual comida é mais adequada para compor os elemento da cena. Então eles preparam uma verdadeira receita para cada obra. Como algumas partes do cenário costumam murchar por conta da iluminação do estúdio, cada camada é fotografada isoladamente para depois serem sobrepostas na pós-produção.

 

Com tanta comida como matéria-prima e inspiração artística, Carl Warner garante que uma boa parte é compartilhada entre sua equipe, afinal o ofício é de abrir o apetite. Confira algumas imagens da série:

[Not a valid template]

Comente