As ideias fotográficas para a arquitetura futurista

Victor Enrich é autodidata e trabalha com manipulações fotográficas e arte digital. Nascido em Barcelona, Espanha, seu trabalho manipulativo fotográfico é de marcante impacto visual. Literalmente suas obras saltam aos olhos como se os objetos retratados, principalmente arquitetura, tivessem vida própria e quisessem sair do próprio corpo que os encapsula, procurando preencher nosso eterno desejo de liberdade, desapropriando-se do próprio ‘corpo’.

Em sua série ‘City Portraits’, ele transcende prédios em sanfonas, os parte ao meio, os reformula como peças do jogo tetris. Lugares como escadas exteriores que levam para o infinito, edifícios levitando em plena praça pública, varandas de edifícios expandidos além do seus limites servindo de passarelas para o interior de suas dependências, prédios transformados em tubos como se fossem partes da proa de um navio, ou até mesmo parecidos com a vitrola, um dos primeiros toca discos. Com uma vasta imaginação e altamente contagiante, não se encontra contido em ‘espaços arquitetônicos’ mas os usa como matéria-prima para suas idéias surrealistas, partindo de preceitos puramente realistas ao tornar imagens, situações rotineiras em obras de ficção científica conseguindo manter os ‘pés no chão’ e impactando ainda mais o espectador que é tomado de dúvida ao perceber que o que está presenciando poderia ser real – pois é baseado na realidade.

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