Ambientes

Caixa Sensorial

Artista: Eduardo Ramos
Light Design: Jorge Teixeira
Sentido: Todos
Referência artística: Audiovisual

É aqui que nossa viagem tem início. A Caixa Sensorial foi projetada para que todos os seus sentidos sejam ativados. Uma caixa preta. Um lugar onde mora o desconforto sensorial, um gatilho para a compreensão de um universo diferente do habitual. É assim, com intensidade, que começamos a entender o impacto de tudo o que cerca e influencia a percepção das pessoas com autismo. Gerando empatia e sensibilidade, ampliamos a sua percepção para o restante dos ambientes da Casa dos Sentidos.

Sala de Estar

Ambiente: Sala de Estar
Artista: Guilherme Zawa
Arquiteta: Guta Nagano
Sentido: Tato
Referência artística: Fotografia

A Sala de Estar é uma experiência afetiva tátil-visual de elementos materiais e imateriais. O álbum de família, a televisão, os livros, as plantas, tudo em conjunto, compõem um ambiente de memórias multicoloridas. Nas paredes, imagens fotográficas revelam outros sentidos, que podem ser acessados apenas pela dimensão da sensibilidade. Na Sala de Estar, a textura também se escuta pela trilha sonora de uma vida que se soma. A gota da chuva na janela, a cidade lá fora, o barulho da casa. Tudo nos toca. Pode ser que ali habite um arrepio ou um conforto, mas é certo que existe uma sensação à espreita, por trás das fotografias e das texturas que compõem o espaço. Isopor, cordas, pedras, madeira ou lixa. A sala de estar promove o contato e a experiência compartilhada, já que todo aquele que toca também é tocado.

Sala de Jantar

Artista: Daniélle Carazzai
Arquiteta: Mariana Saltini
Sentido: Paladar
Referência artística: Cerâmica

A Sala de Jantar foi projetada como um ambiente de desconstrução, para gerar estranhamento e provocar reflexão sobre a beleza e a potência do que é diverso. Diferentes elementos foram dispostos no ambiente para ativar sensações relacionadas ao tato. Copos e pratos grudados nas paredes; talheres longos ou curvos demais para serem usados; uma mesa em formato de língua revestida por uma textura áspera, que lembra a das papilas gustativas; um painel de morangos azuis feitos de cerâmica;  um móbile de pássaros de cerâmica que sobrevoam o desenho de uma gaiola vazia; e uma parede de espelhos recortados. Uma sala de jantar onde o prato principal é a compreensão de que o mundo é diverso e de que nada deveria ter lugar fixo.

Cozinha

Artista: André Coelho
Arquiteto: Givago Ferentz
Sentido: Audição
Referência artística: Ilustração

A Cozinha traz representações artísticas de sons em diferentes vibrações, para ativar memórias e novas percepções auditivas. Linhas e grafismos conduzem à descoberta de diferentes sons, que são emitidos de diversos pontos do espaço. A água quente fervendo, a pipoca estourando, a batedeira batendo, o descascar de uma cebola, o mastigar de uma maçã. Um teto de colheres e panelas penduradas por correntes, um piso que brinca com as profundidades através de espelhos, uma pia pingando repetidamente em cima de uma pilha de louça. Uma grande gota azul (lâmpada), pisca juntamente com o seu ruído. E, por fim, a possibilidade de colocar a cabeça dentro de uma grande panela e ali ouvir um texto ecoando. Um convite à escuta, essa habilidade tão necessária quanto generosa, para todo mundo se servir à vontade.

Quarto

Artista: Veronica Fukuda
Arquiteta: Nonnie Fenianos
Sentido: Visão
Referência artística: Ilustração

No quarto, a ilustração representa cenários que habitam o imaginário popular e despertam surpresas, interrogações e descobertas. Na parede oposta à entrada está um pequeno quadro, ilustrado com uma silhueta de floresta e um cervo. A mata rompe os limites da moldura e avança para as paredes, tomando o quarto, densa e escura, com alguns pontos focais de luzes de led imitando pirilampos. O chão é forrado de folhas secas. Da parede, onde está a pintura de uma árvore, brota um galho real, onde pousa a escultura de uma coruja. No chão, uma escultura em tamanho natural de um cervo. As copas das árvores vão adquirindo textura de rochas, em uma transição para transformar o céu em fundo de oceano. Um cardume de peixes, pintado na parede, toma forma e surge tridimensionalmente, como um grande móbile. No teto, surge uma baleia, em um jogo de luzes que vai da terra ao céu. Um quarto para se deitar e deixar que o tempo nos mostre o quanto é maravilhoso enxergar as coisas com os olhos do coração.

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