O Graffiti foi uma das linguagens escolhidas para interpretar os referenciais dessa geração, que cresceu com liberdade e inspiração para ser diferente. Intervenções em graffiti criadas por cinco artistas mulheres da Geração Z compõem as paredes do espaço expositivo. Com trajetórias já estabelecidas na street art, as artistas selecionadas sob a curadoria da produtora cultural e designer multidisciplinar Giusy de Luca, fundadora da produtora cultural Mucha Tinta – revelam traços modernos e de fácil trânsito entre as redes sociais e os muros reais.

Mineira, nascida em Belo Horizonte. Formada em Design, há mais de 8 anos vive em Curitiba-PR, onde trabalha como ilustradora e artista visual. Seus projetos usam a técnica das ilustrações digitais e pinturas a tinta de telas e grandes murais. Na temática, Erika fala do universo feminino e suas subjetividades, através de figuras humanas, objetos e natureza. Gosta de trabalhar com cores quentes e formas orgânicas, sempre trazendo algum contraste.

“Pensando no olhar da Geração Z e suas diferentes maneiras de interpretar nossa existência, ilustrei esta arte. Busquei muitas cores, formas e detalhes presentes nessas personas, habituadas com a permanência online e constante disponibilidade em se fazer presentes.”

Ouça a audiodescrição da obra:

Fer Ilustra é uma mulher mãe e preta. Nascida e criada em Curitiba-PR, estudou Design de Moda na PUCPR. Começou a ilustrar profissionalmente durante a pandemia e tem como principal temática a representatividade de mulheres negras, que mostram suas vivências enquanto tal. Também usa a temática das religiões de matriz africana. “Minha principal temática é a representatividade da mulher negra, mostrar a minha vivência e também trago um pouco sobre espiritualidade das religiões de matriz africana.”

“A obra se refere à naturalização da Geração Z com as telas. Pretendi demonstrar com este trabalho a facilidade que os jovens desenvolveram através da comunicação online, as informações que são absorvidas com muita rapidez e também busquei retratar a mentalidade flutuante dos jovens de hoje em dia.”

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Laura Luz, mais conhecida como Lala Luz é uma multiartista visual que vive e trabalha em Curitiba-PR. Desde a infância pinta e ilustra, mas foi no início da adolescência onde conheceu e se apaixonou pelo graffiti, sua principal técnica e plataforma artística. Seus trabalhos abordam as ruas e suas relações com as mulheres, as figuras feministas estão presentes em todos os seus trabalhos. Além dos muros, Lala também trabalha com gravura, pintura a óleo, desenho digital e estamparia.

“Fiz essa arte inspirada no pensamento dos jovens, principalmente nos jovens brasileiros que observo e com quem convivo nas ruas e nos rolês. Afinal, faço parte dessa geração que ilustrei. Na hora de desenhar o rascunho inicial, lembrei de todos os meus amigos que pertencem a várias classes sociais, estilos, tribos e têm vivências diferentes, mas todos com um ponto em comum: fazem parte da Geração Z. Eu trouxe para essa arte um pouco da vivência e estilo desses jovens que já têm ideais formados e a coragem de mostrar seu posicionamento diante do mundo, e principalmente, a partir de um país como o Brasil.”

Ouça a audiodescrição da obra:

Luciana é artista visual, vive e trabalha em Curitiba-PR, com produção artística voltada ao desenho e à pintura. Seus trabalhos fazem composições de imagens a partir de uma premissa emocional do ato de criar, com atenção aos detalhes do cotidiano feminino e à natureza. Além de telas, Luciana usa como técnica a tinta em murais de maior escala, gravuras, desenhos e digital.

“Os zennials são comumente percebidos como uma geração criativa e hiperconectada. Ao tratar da temática da Geração Z, busquei representar a coexistência de uma personagem entre o espaço físico (geográfico) e o espaço digital. Ao redor da figura, foi criada uma composição de elementos e símbolos em cores vibrantes e saturadas, como um recurso visual que pode remeter aspectos da hiperconectividade – como os atravessamentos e sobreposições de ideias, imagens, informações e estímulos diversos vindos do espaço virtual.”

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Mariê Balbinot é artista visual nascida em Erechim-RS, mas atualmente vive e trabalha em Curitiba-PR. Começou no meio artístico em um coletivo de mulheres de lambe-lambe, mas logo migrou para o graffiti. Movida pela transformação social por meio da arte, tem como principal temática personagens femininas com olhares fortes, que transmitem confiança e autoestima para outras mulheres e que contribuem para um mundo sem distinção de gênero, credo, classe e raça. Suas criações são uma harmonia entre sua própria intuição e causas que defende, como LGBTQIA+, igualdade de gênero, luta antirrascista e veganismo. Além do Brasil, já deixou murais na França, Itália, Portugal e Chile.

“JUNTAS & LIVRES – Essa arte representa uma forte característica da Geração Z, que é o ativismo. Aqui reflito a questão de identidade de gênero; tema muito discutido atualmente, que vem sendo suscitado e defendido especialmente pelos jovens dessa nova geração. As personagens aparecem unidas em prol dessa liberdade de ser quem se é, quem se almeja ser, numa harmonia simétrica e complementar.”

Ouça a audiodescrição da obra:

Curadora da exposição. Mãe, produtora cultural nas áreas de artes visuais e idealizadora do coletivo Muchas Minas, Giusy de Luca trabalha como produtora há mais de 15 anos e está à frente da Mucha Tinta Produções Culturais. Formada em Design Gráfico pela PUCPR, Giusy desenvolve projetos multidisciplinares que envolvam redes de criação e comunicação. Sua principal área de atuação são ações culturais que abrangem gestões públicas, empresas privadas e artistas.

Telas de diferentes formatos completam a exposição, com materiais audiovisuais criados especialmente para a mostra. Um elenco de cinco jovens atores e atrizes de Curitiba gravou breves monólogos escritos pelo ator, dramaturgo e diretor Nathan Milléo Gualda, que tratam de questões comuns aos jovens dessa geração de forma descomplicada e bem-humorada.

Loara Gonçalves

Nathalia Garcia

Nathan Milléo Gualda

Pedro Inoue

Renet Lyon

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