Criação de Webséries

Não exatamente uma novidade, já que surgiu em 1995, websérie é uma série de episódios lançados via interne. Faz parte de um novo meio de broadcasting chamado web televisão. De lá pra cá, as webséries cresceram vertiginosamente. Agora são vistas como uma opção de grande alcance comercial, o que parece ser verdade.

Seja por pessoas querendo se tornar youtubers, marcas querendo ser reconhecidas ou por músicos e artistas querendo estar mais perto de seus fãs, as webséries parecem se apresentar como boa solução a um rol infinito de demandas. Atrai seguidores, converte em vendas, cultiva e fideliza.

Há quem ache que o público brasileiro ainda não está perfeitamente ajustado às séries via web. Uma vez que as produzidas por aqui não costumam ultrapassar os 10 minutos por episódio e isso parece ser uma realidade. No entanto, se a duração da narrativa pode ser fator preponderante para o seu sucesso, as webséries precisam conquistar a audiência ainda nos primeiros segundos de exibição. Ou correm o risco de cairem no dinamismo da rede em forma de “zapping” – e adeus audiência!

Para além das questões de formato, uma coisa é certa: as webséries criaram um novo e importante nicho de mercado no setor audiovisual. E se há muitas formas de se colocar uma websérie no ar, há também muitas formas possíveis de se conseguir financiamento para tais produções. Leis de incentivo diversas já abriram espaço para as webséries. Lei Rouanet, Lei do Audiovisual, fomentos municipais como o Proac (SP), crowdfunding, editais de empresas diversas…

“O que vi do IFF”

Um exemplo inusitado de websérie é o projeto “O que vi do IFF”. Trata-se de uma websérie documental, fruto do Edital de Extensão N.º 60/2017, lançado pelo Instituto Federal Fluminense. São 21 episódios contendo relatos históricos de fatos políticos e sociais marcantes. Contados por pessoas que vivenciaram e contribuíram para a construção da história da instituição. Com depoimentos de servidores aposentados, o projeto produziu uma rica fonte de informação histórica e institucional. Valorizando, também, a contribuição dos personagens reais.

Redação: Ana Martins