Projeto expográfico do arquiteto e urbanista Felipe Guerra, a exposição será constituída por seis ambientes que representam áreas da sociedade fortemente impactadas pela pandemia.

Com criação e execução do artista plástico e figurinista Gustavo Krelling, a exposição irá contar com três instalações artísticas que propõem uma reflexão sobre a vida, a morte e a fé.

1) A Aula de Anatomia
Em um primeiro momento, o espectador poderá observar uma releitura da obra de arte “A Aula de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp”, do artista barroco holandês Rembrandt (1606-1669). A obra expõe as lições públicas de anatomia do período. O Dr. Nicolaes está dissecando a mão de um cadáver para uma plateia atenta. A arte e a ciência estão presentes nesta pintura. Se em períodos artísticos anteriores o estudo de anatomia era feito de maneira “clandestina”, aqui tudo é exposto e a ciência médica é exaltada!

A releitura será feita com materiais hospitalares inusitados: as golas rufo do período serão feitas com gaze, máscaras descartáveis, luvas, seringas… As roupas das personagens serão executadas com radiografias, gaze tingida e outros materiais do “universo” médico. Desta maneira, a obra será trazida para a contemporaneidade e serão levantadas reflexões sobre o período pandêmico que estamos atravessando de uma maneira artística. Questões como: vida e morte, aceitação e negação, lixo e ressignificação serão tratadas neste trabalho.

2) O Campo de Girassóis
Em um segundo momento, o espectador será levado a um campo de girassóis. O girassol, flor que está associada em várias culturas com a vida! Mais de uma centena de girassóis – feitos à mão apenas com materiais do universo da arte: pincéis, lápis de cor, giz de cera, tintas, paletas – farão um diálogo com as pinturas do pintor holandês Vincent van Gogh, a ideia é que o visitante aprecie uma pintura inspirada no artista de maneira tridimensional.

É um respiro para o tempo em que vivemos! Uma experiência de contemplação! Afinal, o que seria de nós sem a natureza e a arte?

3) A Santa de Lixo
A última instalação artística é um convite afetivo à cultura e à fé brasileira. Uma santa em um relicário – feita apenas com materiais recicláveis – representará a fé, que é tão necessária para enfrentarmos as adversidades do dia a dia. Mais do que um símbolo religioso, a santa possui fortes relações com a cultura popular brasileira. De onde menos se espera, de uma montoeira de lixo, surge uma santa de sucata.