Um pedaço da Europa pertinho de Curitiba

Esse enorme complexo recorda a história das colônias holandesas do Paraná, mais precisamente as que se concentraram nas áreas rurais de Castrolanda e Carambeí, a pouco mais de 138 km de distância de Curitiba. Os imigrantes da Holanda chegaram à Carambeí em meados de 1912, estabelecendo um forte laço com a agricultura e a pecuária a partir da ocupação da Fazenda Carambehy. É dali que saía a produção para alimentar os trabalhadores na linha férrea e o leite Batavo, presente até hoje nas prateleiras dos supermercados do país. A população se expandiu até Castrolanda, que por volta de 1951 teve a primeira fundação de uma colônia holandesa nos arredores de Campos Gerais, mas ainda dentro de Castro. Anos depois, ganhou o Centro Cultural Castrolanda, que remonta a cultura dos Países Baixos por meio de seus edifícios no estilo “Boerderij”, da comida em restaurantes, do artesanato nas lojinhas e da história, presente no museu, que conta com acervo de objetos e mobílias pertencentes às famílias pioneiras da colonização. Um dos principais pontos de visitação é o moinho de vento, planejado por ninguém mais, ninguém menos do que o holandês Jan Heijdra, arquiteto e engenheiro especialista neste tipo de construção, para celebrar os 50 anos da colônia em 2001. Seria uma réplica do mesmo que existe na província de Drenthe (norte da Holanda), região de onde vieram boa parte dos imigrantes.

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