VIDA, histórias da pandemia

Um jogo de futebol no meio da semana. O encontro com amigos no fim da tarde. Uma comemoração de aniversário e um almoço de domingo com a família. Aulas, trabalho, viagens, shows, cinema, planos e sonhos. A suspenção de atividades rotineiras que vieram junto com a privação do contato entre as pessoas, o uso de máscaras, álcool e o hábito de lavar as mãos, traz uma pergunta: como será daqui 20, 50 anos ou 100 anos, explicar às futuras gerações o que foram todas as privações e mudanças durante a pandemia do coronavírus?

Com o objetivo documentar o cotidiano e a experiência subjetiva na pandemia, a Montenegro Produções lança, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apoio da Associação dos Amigos dos Hospital de Clínicas e patrocínio da UNIMED Curitiba, Greca Asfaltos, Tecnolimp e Engepeças, o VIDA – Histórias da pandemia. “Somos impactados com notícias diárias sobre os milhões de empregos perdidos, milhares de mortos todos os dias. Mas e as perdas consideradas subjetivas, as que vivenciamos no dia a dia e impactam diretamente na construção das relações do futuro? Essas histórias serão um registro importante de como as pessoas afirmam seu protagonismo nesse cenário e encontram outras narrativas individuais e coletivas diante da crise”, afirma Carolina Montenegro, idealizadora do projeto.

O resultado dessa grande pesquisa será apresentado em livro e exposição de artes, que trarão como conceito condutor o recorte da VIDA na pandemia. Uma reflexão que conduzirá o expectador a criar vínculos de identidade emocional com os cenários e estímulos apresentados em capítulos e estações imersivas. “O Vida é, me perdoe o trocadilho, um projeto de vida. A ideia de retratar a vida a partir de diferentes pontos de vista da jornada etária é sensível e empática. O conteúdo é um recorte necessário no registro histórico e compreensão do que vivemos e seu impacto no todo”, destaca Guilherme Krauss, escritor convidado para participar do livro.

O impulso de registrar o que está acontecendo é antigo – o diário de Anne Frank (1929-1945), a adolescente alemã de origem judaica que escreveu sobre o isolamento da família durante a Segunda Guerra Mundial, é um dos maiores exemplos: o diário se tornou um documento histórico, foi traduzido para 70 idiomas e, 75 anos após a morte da autora, é um dos livros mais lidos do mundo. A produção da pesquisa é realizada por um grupo de jornalistas, escritores e pesquisadores que trará um recorte da vida reconstruída após o isolamento social, com novos hábitos, posturas e pensamentos.

A publicação tem previsão de lançamento no segundo semestre de 2021 e a exposição aguarda liberação para realização de eventos com segurança para que seja aberta a visitação do público. “Tanto o livro, quanto a exposição, irão contar a história da vida na pandemia sob a ótica de diferentes grupos de pessoas, tais como: crianças, adolescentes, adultos, idosos etc, com análises pontuais de especialistas em economia, saúde, comportamento e tecnologia”, explica Carolina.

Para o lançamento da iniciativa, a Montenegro Produções e a Associação dos Amigos do HC, apresentaram dia 20 de maio, em projeção na fachada do Hospital com ação inédita no qual profissionais e colaboradores do Hospital de Clínicas que estão diretamente envolvidos nesse cenário participarão de um vídeo manifesto com narrativas e testemunhais sobre suas experiências dentro de um dos maiores centros de combate a pandemia.

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